quarta-feira, 29 de julho de 2009


O que falar quando não sabemos nem ao certo aonde estamos? Com certeza, não me encanta falar sobre Sarney, nem sobre a separação dos tais BBBs Max e Francine - até porque eu descobri a existência destes seres há menos de um mês -. Comentarios sobre "A Fazenda"? Só se eu for falar sobre as risadas que dei procurando os videos desse tal de Theo Becker no youtube. Parece divertido. Aliás, ta ai uma ótima dica para as noites congelantes desta cidade...eu juro, TIVE de fazer uma coisa dessas!!Não sei o que acontece, mas é impressionante como a televisão brasileira tem o poder de nos denegrir, nós gaúchos. Claro, não espero o respeito através de reality show algum, mas se é para enfiar um representante do nosso estado, que seja, pelo menos, um alguém que não nos envergonhe!O negócio tá preto, estamos enviando cada vez um ser pior!Lamentável!Desse último coitado ai, só a faixinha na cabeça de bom mesmo...
Estou dando uma de garota alienada, aquela que chegou de fora e nem quer mais saber sobre o seu país, largou de mão o Brasil. Querem saber um segredo? É ótimoooo ser alienado, estou amando!Sim, eu faço jornalismo, não eu não perderei tempo escrevendo sobre a, no mínimo, estúpida, decisão do tal de STF. Depois ficamos reclamando pelos cantos, choromingando que perdemos a fé, não temos mais o espírito de sociedade, de luta. Mas o que adianta? Qual a diferença, se a decisão final fica por conta de um imbecil qualquer que nos faz de palhaços e acaba ainda mais com o pouco - pouquissimo, por sinal - de respeito e credibilidade que ainda tinhamos? Para mim, isso não fez a menor diferença. Escolhi uma formação na qual já cursei a metade e sinto que TUDO aprendi. Dom, podemos ter. E a técnica, fica aonde? Se, atualmente, todos podemos ser jornalistas, através deste meio de comunicação extraordinário pelo qual vos escrevo, é justamente agora que precisamos da universidade para aprimorarmos a nossa técnica. Para quem se interessar, é só procurar no google, em sites como o do Observatório de Imprensa, podemos encontrar inúmeras opiniões sobre o assunto. Muitas idéias coerentes, mesmo vindas do pessoal contra o diploma. Mas, não podemos negar, essa decisão foi um retrocesso e nós, que já éramos super valorizados ao dizer o curso que seguiamos ouvindo comentários do gênero "fez voto de pobreza", agora chegamos à glória!
Na maioria dos países também não existe a obrigatoriedade do diploma. A França é um ótimo exemplo. Entretanto, por lá, fazer jornalismo é "super cool", a gente sente um olhar diferente, até mesmo de admiração quando respondemos sobre a carreira escolhida. Apesar do Sarko e de toda sua tropa bling-bling, TF1 e cia, a gente ainda consegue sentir uma diferença na hora de repassar a verdade. O povo de lá tem o direito de abrir mais a boca. Comparar? Não tem como. Apesar da França estar longe de seguir seu lema, "liberté, égalité, fraternité", eles ainda são primeiro mundo.
No final das contas, acabei perdendo meu tempo. É até bom, assim eu começo a voltar pra realidade brasileira e já vou treinando uns textos em português. É....segunda-feira voltaremos no tempo amiguinhos!!Boa sorte pra mim!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Galochas para que te quero!

E eu que pensava em galocha como moda, diversão, acessorio... No inverno de 2008, muito ouvimos falar na tais das botas de borracha. Aquelas que usavamos quando tinhamos 5 anos, rosa, vermelha ou com um desenho da moranguinho. Parece que as mesmas estavam voltando com tudo, mas deve vez em versão "sou-fashion", tamanho 37. Inventaram listrada, de bolinha, azul, roxa, com caveiras, flores, com xadrez tipo Burberry e todas com uma qualidade em comum: o preço, salgadissimo.
No Brasil é assim, não se escolhe uma roupa por praticidade, vontade de vesti-la ou porque tiramos da nossa cabeça que aquilo é bonito. Nos vestimos todas em série, compramos nas mesmas lojas, temos praticamente os mesmos guarda-roupas e o pior, ele custa caro. Caro é o Renner, ele custa é um absurdo. Sim, porque nem o Renner ja não é mais o mesmo, faz tempo que as blusas deixaram de custar 9,90!
Voltando às benditas. Elas fizeram a cabeça, ou melhor, os pés, das mais "descoladas", ou pelo menos ditas tais, mesmo no Rio de Janeiro, onde, convenhamos, frio é para que os artistas possam fazer um charme com seu novo cachecol. Normalmente, algum espertinho transformador de ultima moda em ultima-moda-popular-possivel de encontramos em qualquer esquina faz o trabalho de desvalorizar o produto.Mas com as badaladas foi diferente e o preço, abençoados 200 reais, em média, não caiu. Sai de la com a idéia de adquirir um parzito, admito, sou influenciada pela moda, pela publicidade, mas eu realmente sempre as achei util. Juro, morar em Porto Alegre não é facil!Andar de ônibus quando chove - não raro - pior ainda!
Pois cheguei em Paris no verão, ja não fazia calorão ha tempos, apesar das francesas so andarem com os dedos de fora. Galochas? Nem pensar, as lojas ainda vendiam os ultimos resquicios do verão. O tempo passou, as vitrines mudaram e a chuva chegou e chegou para nunca mais partir! Não posso mentir, Paris tem dias lindos de sol, mesmo no inverno, mas que chove - e a pior de todas, aquela chuvinha infernal, fininha - chove muito! Foi então que lembrei-me das tais botinas. Vi em algumas lojas, mais de 40 euros, eu esperava pagar 10, afinal, mesmo com flores ou corações elas continuam sendo de bor-ra-cha! E os soldes começam, meu saldo bancario vai pelo ralo...e nada do preço das cretinas baixarem! Até que começa a nevar em Paris, fenômeno raro e que molha muita meia! Um dia, por acaso, entro em uma loja de esportes, onde ha de tudo, principalmente para tãrã...neve!Parfait! Encontrei as verdadeiras galochas, aquelas que a gente utiliza no campo, para colher maçã ou alimentar as vacas!Azul-marinho, posso usar com qualquer calça jeans e o preço, 19,90!Obvio, foram para casa comigo! Elas são tão da roça que até pesadas são, dificil caminhar um dia todo, subir e descer escada de metro com as bichinhas. Mas, minhas panturrilhas nunca estiveram tão em forma e agora estou mais fashion que nunca: tenho um par das famosas galochas e elas realmente tem alguma serventia!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Aprendi, conheci, descobri...

Viagem, sinônimo de descobertas. Ok, ate então nada de novo. Viajar é adquirir conhecimento, sobre tudo, todos e, principalmente sobre nos mesmos. Quando se fica um tempo distante de casa, do nosso pais, da nossa terra natal, o resultado é evidentemente maior; a bagagem que levamos de volta sera sempre o dobro daquela que trouxemos. E, neste caso, não apenas metaforicamente, afinal, viagem tambem é sinônimo de compras, dificil evitarmos.

Pois bem, com os 5 meses de estadia em Paris aproximando-se posso dizer que muita coisa ja aprendi, coisa nova, coisa velha que tinha esquecido ou por algum motivo nao prestado a devida atenção.E não precisa estar em museu ou receber um nome de rua para ser algo importante, nesta imprevisivel e louca rotina, nossos olhos e ouvidos estão sempre sujeitos a receber informações.

Ate agora, ja descobri que os chineses logo, logo, dominarão o mundo; descobri que turista é tudo igualzinho; aprendi a dizer "perdão" e prestar mais atenção nas pessoas em quem eu posso esbarrar; aprendi que não é apenas pais subsdesenvolvido que sofre com o aumento no numero de mendigos; percebi o quão privilegiada sou por conseguir um apartamento em um dos 20 arrondisements; descobri que o Brasil é super avançado em matéria de reciclagem; percebi que ser do Sul, principalmente de Porto Alegre, abre algumas portas parisienses; cometi o maior dos meus pecados: a gula; tornei-me mais confiante em relação à falar outras linguas; descobri como pequenos acontecimentos podem nos deixar rindo à toa; acreditei em amor à primeira vista; aprendi que burocracia pode ser totalmente burra; estou aprendendo a apreciar vinhos; descobri que homens podem dançar e se divertir em uma festa tanto ou mais que uma mulher; confirmei a minha falta de pontualidade para, depois, começar a mudar isto; reafirmei algo ja sabido: meu odio por casais grudentos e extremamente apaixonados em publico; descobri que salto alto e fino é o maior incômodo; comecei a ter mais vontade de conhecer meu proprio pais; aprendi a ser mais educada com pessoas que não conheço e, sobretudo, aquelas com idades mais avançadas; aprendi que francês de verdade tem olhos azuis; acostumei com a idéia de utilizar o metro; aprendi a admitir quando estou errada; passei a acreditar que comida congelada pode ser muito boa, mas a da nossa mãe sera sempre melhor; aprendi que ainda existe romantismo - por vezes exacerbado; descobri que inglês é a lingua mais simples do mundo; percebi que o mais importante é respeitarmos as diferenças; adquiri experiência para ser mãe, mas, o mais importante foi ter certeza de como a minha vida é maravilhosa, o quanto eu sou feliz no meu pais e, por isso, hoje não fico triste, em momento algum, sinto saudades, mas isso é um bom sinal. Porque eu descobri ser cercada pelas melhores pessoas do mundo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Dificil é ficar em casa...

Não deve ser novidade para ninguém; Paris transpira cultura. Se a cidade possui inumeros defeitos, uma de suas maiores e indiscutiveis qualidades é o acesso à cultura. Aqui, se a qualidade de vida no geral não é, ultimamente pelo menos, das melhores do mundo, no quesito cultura não podemos encontrar defeitos!Seja pobre, classe média ou milionario, em Paris todo mundo pode ser culturalmente igual. Não vou dizer que é barato ir ao cinema, assistir uma peça de teatro ou outro espetaculo que seja. Mas, a diferença esta na quantidade de atividades - festivais, normalmente - gratuitas!São encontros, palestras, concertos, exposições, sobre tudo e todos. Os assuntos mais variados são discutidos no coração da Ile-de-France, é impossivel não encontrar algo que te interesse. E para encontrar? Facil, facil. São posters - foi mal galera da pp, não sei se é esta a denominação correta - nos metrôs, anuncios nos jornais - gratuitos no metrô - em revistas, enfim, muito investimento publicitario!Dificil mesmo é conseguir acompanhar tudo que acontece ao redor dos 20 arrondisements!Mesmo quando temos algum evento pago, sempre existe tarifa reduzida, estudante - ou menores de 26 anos - aqui é rei!Sarkozy, o tão criticado e ironizado Nico, acaba de decretar gratuidade a todos, TODOS, museus para visitantes menores de 26 anos!Sair daqui sem ao menos uma frasqueirinha que seja de bagagem cultural?Je ne crois pas. Isso que estamos no inverno, imagina quando fizer 30 graus e o sol for embora depois da 20h?Sera la fête!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Crise?Nessa Torre de Babel so da mapão!

O que é isto?Paris a cada dia recebendo mais e mais turistas. Ano novo com os dois pontos mais famosos da cidade lotados, de turistas, é claro. Lojas da Champs-Elysées sempre movimentadissimas e não -oh, o acento!ele voltou!- apenas de bisbilhoteiros classe baixa que entram em tudo para bater uma fotinhA - ta, peguei pesado, os caras tiveram grana pra vir ate a famosa avenida, merecem mais respeito! Filas quilometrais nas estações de metrô, formadas por...bem, turistas!Alias, ta ai um item pro guia de turismo que ainda não inventaram: como enfiar o bendito ticketEZINHO na jeringonça que nos deixa passar!Eles são uma praga na cidade que contém o monumento tu-ris-ti-co mais visitado do MUNDO!Eu disse "eles" para dar aquela amenizada, porque praga mesmo é brasileiro!O povo hein!A cada tropeçada em uma esquina parisiense, saem dez doidos falando, ou melhor, gritando em português ou "brésilien"como diriam os franceses!Duas coisas eu tenho certeza: a crise não atingiu a classe média do querido lulinha não, euro ta o triplo do real e o povo continua fazendo farra na Torre Eiffel!A outra certeza é a de que estou me tornando um pouco ranzinza. Faz parte da metamorfose sofrida pelos habitantes deste lugar. A cada dia, me irritam mais e mais determinadas atitudes de turistas. Um exemplo, apenas um para não exaltar os nervos. Turistão acha que a calçada, isso quando nao vai parar no meio da rua, é so dele e do seu mapão. Sim, porque turista deve ter algum problema de visão, ser revoltado com escalas ou gosta de bancar o proprio, so pode! Ja inventaram tantos mapINHAS por aqui...très petits, très mignons!!! No fundo ninguem tem culpa, essa é a verdade. Nao é facil ser turista, eu tambem ja fui e sou ainda -obvio - conheço bem as dificuldades em que os guias (livros, mapas...) têm - isso ainda leva acento? - em relacionar-se conosco e vice-versa. Por outro lado, não é facil também ser habitante de Paris. E não me venham com pensamentos do tipo: Ah, facil é morar em Piracicaba de certo? ou Escolheu morar em Paris, agueeeentaaaaaaaa!Coisinhas do gênero! Acontece que cansa dar informaçoes todos os dias, fatiga apontar para a Torre quando ela esta ha 200m de distância, por exemplo!E deve cansar muito mais ter que responder sempre através de mimica, ou em inglês. Preciso defender os parisienses, deve ser chato pra caramba!!Imaginem responder a todo momento perguntas localizacionais sobre o Louvre, a Torre, o Senna, a Chaps-Elysées...chato!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Sem querer acabar com Paris...

Nao tenho a intençao, de forma alguma, de acabar com a maravilhosa e consolidada reputaçao desta belissima cidade, coraçao da França e mesmo do Mundo!Entretanto, alguns episodios precisam ser descritos, principalmente como forma de valorizaçao do Brasil - vejam o ponto ao qual chegamos; quando descobrimos os aspectos negativos de algum lugar, conseguimos entao ver que o nosso pais nao é de um todo ruim, nao por destacarmos suas qualidades, mas por encontrarmos defeitos parelhos em outros territorios!- e alerta: o Mundo esta perdido!
Habitando aqui ha mais de 3 meses, ja tive a grande sorte de ser furtada!Sim, minha carteira foi-se, em um piscar de olhos. A situaçao: feira, ou mercado como dizemos em francês, de frutas; muitas barracas, algumas pessoas e vendedores enlouquecidos berrando sem parar!1 EURO! 1 EURO!Nessa confusao, eu fui a vitima. Ela estava no meu bolso, cheguei a sentir, a gente sente sempre!Como um aviso, olhei desconfiada para duas pessoas que estavam do meu lado, suspeitei dos movimentos, senti algo realmente estranho. Mas, nao senti o principal, a bendita sendo levada!Tadinha, eu a tinha comprado fazia pouco tempo, era novinha, vermelha e ainda levou consigo fotos de uma infância feliz. Triste, decepcionante, revoltante! Acabou meu dia, nem na feirinha da Redençao isso nao aconteceu!Adeus zoologico, a tarde foi sonolenta no sofa. Exagero? Talvez. Foi isso que senti, fazer o quê. Agora, se alguem ficou mais triste que eu, esse alguem com certeza foi o ladraozinho, pois nao havia mais que 1 euro em moedas!hahahaha (risada macabra). Em compensaçao, nao pude evitar determinados transtornos. Nunca ando com documentos, passaporte e, inclusive, iria sair apenas com moedas - para vocês verem como a gente sabe das coisas - mas pensei em passar no banco apos a bendita feira e para tanto precisaria do meu cartao. OUI, adeus cartao! E começa neste momento um outro episodio que comprova a baixa - ou nem tao alta assim - qualidade de vida dos parisienses.
Solicitada segunda via do mesmo, recebo um aviso pela correspondência, pedindo que eu me deslocasse ate a Poste (equivalente aos nossos Correios) para retira-la. Pois bem, la vou eu em pleno sabado. Je sais, sabado aqui é fogo, ainda mais em véspera de férias de noel - sim, vocês leram bem, aqui ha duas semanas de férias neste periodo! E depois é brasileiro que é vagabundo!Pode ser que eu tenha pedido pra que isso acontecesse, escolhi o pior momento. NAO INTERESSA!!! Fiquei 2h na agência!DUAS HORAS!!Para nao dizer mais!E nao foi esta a primeira vez, inumeras horas ja gastei esperando para ser atendida. O orgao vai de mal a pior, é hoje até uma das brigas por aqui, privatizar ou nao, toda aquela ladainha. Eu nao sei, sei que o atendimento é péssimo!
Isso foi um resuminho, mas por aqui também temos problemas diarios com as linhas de metrô. Bom, tenho de admitir, metrô é uma genial invençao, seria impossivel viver em Paris sem esse transporte, podemos atravessar a cidade e tudo mais. Todavia, todo santo dia ha um incidente, atrasos e, sobretudo, vagoes cheios!Lotados!Nao sei, deve ser muita gente pra pouca cidade, talvez. Sei que o povo passa um sufoco e um calor dos infernos! Ah, e eles ainda fecham na madrugada!Entre 2h e 5h30, nos finais de semana! Ou seja, o negocio é dormir na noite até o primeiro vagao partir!Ta, eu sei que ja inventaram o taxi, mas poxa, paguei a carta do metrô e agora ando de "gratis" né!!
Bom, acho que consegui achincalhar bem essa cidade. Por favor, ninguem desista de conhecê-la. Apesar de alguns pesares, isso aqui é demais!hehehehe Acreditem! Dificil para morar, é preciso ter grana, muita grana, para levar-se uma vida de qualidade. Prometo escrever mais e sobre os aspectos positivissimos daqui!Afinal, Paris é Paris!

obs.:falta de acentos por culpa do teclado...ah vcs sabem que eu sei utiliza-los corretamente né?!Se bem que depois das mudanças na lingua portuguesa eu ja nao sei de mais nada!!

sábado, 3 de janeiro de 2009

A mesma...

Vivendo um sonho, é assim que estou neste momento. A cada dia, penso que acordarei no Brasil, na minha cama oficial, pois isso tudo não pode ser realidade. Descrever Paris? Impossivel. Ok, não tenho parâmetros para compara-la, mas estou apaixonada de qualquer maneira. Dizem por ai, quem vem uma vez, volta sempre. Posso comprovar essa sabedoria popular, desde 2004, quando aqui estive, sempre soube que voltaria. Sonhei, sonhei e aconteceu, mas não posso afirmar com todas as letras, pois como disse anteriormente, não estou certa se tudo isso esta de fato concretizando-se! Confesso, mesmo na cidade luz, os dias não são apenas de sol. Não posso reclamar de muita coisa - alias, praticamente nada - até agora não passei por alguma dificuldade, ou por qualquer situação ruim. Mas, nem tudo são flores quando se mora com alguem nao-familiar, quando não temos a mãe por perto para desabafar, quando não conseguimos expressar aquilo que desejamos pela barreira linguistica - agora ja é sem o trema né? - e principalmente quando o frio é de deixar o nariz vermelho!Nesses momentos de céu nublado paro, penso e concluo: no final tudo sera lucro. E um lucro de valor inestimavel. Segundo meu irmão, certo conhecedor de aprendizados pos-viagens, vai demorar algum tempo até eu aprender e colher os frutos desta expriência. Vamos aguardar para ver o resultado, o importante é saber que a essência continua a mesma.