terça-feira, 2 de novembro de 2010

A alegria do pecado...

Duas características insuportáveis que alguém pode ter nessa vida é acordar feliz e não sentir prazer em comer. E, infelizmente, minha mãe tem as duas. Levanta sorridente porque, segundo ela, temos que começar o dia bem e agradecer por estarmos vivos, porque a vida é bela e todo aquele papinho furado que não serve para nada quando se tem raiva do despertador. Não gosta de comer porque não gosta, vai entender! Come por obrigação, porque precisamos do arroz para sobreviver. E ela sabe que as duas coisas me irritam - eu que sou muiiiiiito calma, claro - mas nem por isso meu amor é menor por ela. Chega de declarações, ela sabe que eu amo ela, ela me ama e sim, é tudo muito lindo. Mas vamos ao que interessa, vamos falar de comida.
COMIDA! Coisa bem boa que inventaram, né? Deve ter sido uma mulher, enquanto esperava seu macho caçar...sem nada para fazer na caverna. Essa aí deve ter feito a primeira a carne de panela! Depois vieram os chineses e inventaram de misturar neve à pasta de arroz, fazendo o protótipo do sorvete. Em seguida, os italianos roubaram a ideia e, além da sobremesa, pensaram que seria interessante criar o prato principal, ou melhor, os pratos...então começamos a comer massas e pizzas..e assim a gente foi. Depois vieram aquelas porcarias todas que a gente adora: batatinhas do Mc Donalds, cebolas à milanesa da Petiskeira, panquecas do Alemão...sem esquecer os milhares de petits gateaux que nos lambuzam por aí, todos brasileiros, brasileiríssimos. Sim, porque na França nunca existiram!
Enfim, eu poderia ficar horas e horas escrevendo sobre um dos maiores prazeres dessa vida - e não me venham com piadinhas infames - comer é muito bom sim. Não à toa, a gula é um pecado. E eu sou uma pecadora. Confessa! Não que eu devore uma caixa de bombons, aliás, acho que nunca fiz isso. De verdade. Mas sinto água na boca e tenho certeza que meus olhos brilham quando como. Por isso, não adianta, mesmo que eu não goste comer porcarias e ame sim uma bela salada, nunca sobreviveria a um regime, não por muito tempo. Não sei vocês, mas eu e a Claudia Raia fazemos exercícios para poder comer. Simplesmente. 
Agora, melhor que comer, só comer doces. Melhor ainda só cho-co-la-te. Os efeitos que essa maravilha nos provoca já estão mais que comprovados! E é por isso que eu como chocolate com alegria. E foi justamente essa delícia que me inspirou a escrever.
Almoço pensando na sobremesa. Vou a festas sonhando com os docinhos. Sei muito bem que o açúcar branco faz mal, conheço todo o blábláblá. Quer saber? Que faça! Ok, admito, estou numa fase controladíssima. Sobremesa apenas nos finais de semana, essas chatices todas. Fazer o que se nasci mulher. Mas, já decretei, o negócio é não se castigar e aproveitar as dádivas gastronômicas da vida.
Para você que come apenas por obrigação, fica uma dica. Seja como a minha mãe e sinta, ao menos, prazer em cozinhar. Tá, nem tanto. Ou você pode provocar um engorde familiar perigoso! Aliás, é ela a responsável pelos bons quilos adquiridos depois da minha volta para terras brasileiras, mas isso já é assunto para outro dia...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ainda bem que são secretos

Se os sonhos revelam os nossos desejos mais profundos, eu já quis cometer muitos delitos, comer até explodir, dar um beijo proibido, aliás, vários. Já tive vontade de espancar alguém até sangrar - eu sei, essa é forte, esqueci de dizer que o blog é para maiores - de fugir de casa, cometer uma loucura de amor, ser loira, colocar silicone e até raspar a cabeça.
Se os sonhos refletem nossas maiores vontades, eu já quis pegar todo o elenco global e hollywoodiano (tá, esse é meio sem graça...eu e a torcida do Flamengo sonhamos isso), já tive vontade de largar tudo e ser hippie, quis ganhar dinheiro fácil e sem esforço, quer dizer, em partes...se é que vocês entendem. Eu já fui a pior das espécies.
Se eu me envergonho? Sinto remorso? Não. Talvez um pouco de medo, não é fácil descobrir que não somos perfeitos, que não estamos sempre felizes, sorridentes e com vontade de bancar a miss simpatia. E ainda bem que somos assim!
Tirando a Little Miss Sunshine, ninguém pode viver em constante felicidade e empolgação. Todos temos um lado ruim. Desejos insanos, impossíveis. Veja bem, não estou dizendo pro povo sair por aí extravasando o pior da sua personalidade. Viver em sociedade é isso, tel a tal da moral, a tal da ética e ainda por cima os bons costumes...um monte de regras e gente para nos vigiar....
É, ainda bem que existem os sonhos...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O suspiro

Revirou os olhos e a mão se abriu.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Até a próxima parada

Os cabelinhos curtos, mechados e brilhosos ficaram de pé e a mochila pesou. Por sorte, ainda existem cavalheiros, cavalheiros de camisa xadrez e boné.
- "Quer que eu segure?"
Uma simples frase, que provoca um sorriso e um triângulo amoroso no D43.
O bigode infame ao lado do boné gentil, daqueles que só o Cauã fica bem e em novela das 21h, dá início à troca de olhares. Ele olha para as partes menos decentes daquele sorriso, pois são aquelas que enxerga sem fazer esforço. Os cabelos contrangidos olham para cima, para baixo, para a janela, para o lado. E o boné? Esse é gentil e todo gentil não sabe para onde olhar. Ele não entende o sorriso malicioso que escapa ao canto dos lábios do bigodinho e não quer contranger ainda mais aquela que já está em pé.
O triângulo continua, o sorriso que tomava conta de um canto, agora invade o corpo do malandro, sim porque até os braços dele riem. A blusa rosa já não sabe mais onde colocar as mãos, o que fazer com a boca. Enquanto isso, a camisa xadrez balança ao som de alguma música do Green Day.
Alguém resolve seguir seu rumo, ela pode finalmente sentar. Não antes sem dizer tudo através do olhar para aquele que a ajudou com a mochila.
Mas, não era assim que estava planejado...agora ela não conseguia dividir o silêncio com mais ninguém. Sem problemas, as mulheres são espertas. Ela troca de banco. Agora sim! Está na diagonal daquele que a fez sorrir e já não pode ser vista por aquele que a fez ficar com a cara mais amarrada.
E os cabelos começam a ser analisados - o velho truque da ponta dupla - tocados...e então...chego ao meu destino. Destino sempre igual, ali onde outros gentis cavalheiros aguardam sua mocinhas indefesas. A cada degrau acredito um pouco mais no amor, aquele à primeira vista, aquele pelo qual não temos como lutar. Ninguém me espera. Sigo indefesa mesmo assim.
E tento andar até meu prédio pensando que sim, tudo é possível, pode acontecer na próxima esquina. O vento cortante da primavera dá um clima de clipe musical e, toda inspirada com o meu IPod, passo por 2 exemplares da espécie masculina. E então, toda cheia de mim e de amor pra dar, TROPEÇO. Quebro o silêncio da maneira mais Júlia de ser...o sapato cai do pé e eu dou risada da própria desgraça...
Porque eu não nasci para esse mundo de romantismo, definitivamente.

"Eu voltei e agora é pra ficar...

O Twitter estava ficando pequeno. Descobri que a minha ansiedade em falar pode ser resolvida através da escrita, o que na verdade eu sempre amei. Sempre, desde que aprendi a juntar as letras e criei histórias mirabolantes que valeram muito "MBs" no boletim do ensino fundamental.
O petite passou um tempo abandonado, principalmente durante o período em que estive em solo parisiense, naqueles meses de 2008 e 2009. Paradoxal? Jamais. A cidade luz deixa qualquer um sem palavras. Engasgado.
Relendo alguns posts, descobri que este humilde blog ganhou uma sobrevida durante algum tempo, mas as aflições de uma readaptanda da província do sul foram mais fortes.
Agora, depois de 1 ano e alguns dias, alguns meses de terapia e uma formatura com data marcada, resolvi voltar.
Voltei e aqui meus pensamentos devem permanecer por um bom tempo. Resolvi falar, me abrir para além da poltrona que me conforta durante 50 minutos às segundas.
Quem sabe se alguém vai ler...quem sabe. O importante é aproveitar as maravilhas da tecnologia. Agora vou reler os posts antigos, porque tem uns textos tão legais que nem eu acredito.
É... bem que alguma vez alguém me disse: Júlia, acredita no teu potencial. Resolvi acreditar nesse conselho.
Em breve uma crônica de 10 minutos emocionantes vivenciados no ônibus...
...Porque aqui é o meu lugar" (ok, podem chorar agora)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

festivaldominuto

Vídeo de um canal do youtube chamado "festivaldominuto".
http://www.youtube.com/watch?v=U-bYfJ0EDGE&feature=channel
Bem maneiro esse festival, encontrei várias produções muito criativas como uma em que a Barbie se suicida (Bárbara), e outra onde o narrador descreve as possibilidades na vida de um homem,
(Na vida de um homem duas coisas podem acontecer).


Obs.:Foi mal a xinelagem, coloquei o link porque não tenho como salvar vídeos do youtube no meu pc!
Obs2.: Acabei de entrar no site, www.festivaldominuto.com.br, muito mais interessante que através do youtube. Descobri que o negócio é profi, existem concursos, com premiação em dinheiro e tudo!
Obs3 e última.: Por que não fui atrás, investiguei, li sobre a idéia direitinho antes de escrever algum post?Logo eu, uma estudante e aspirante à jornalista, que decepção! Acabo de saber que o festival tem apoio do Governo Federal e do Sesc de São Paulo. Quando vê, sou a única que não conhecia, a iniciativa já é super famosa e difundida pelo Brasil!Era só o que me faltava...

sábado, 12 de setembro de 2009

Chuva e filmes, mistérios da fé?

Encaminhando-se a uma tendinite e não é por uso excessivo do computador. Como podem ver, isto aqui anda às moscas. Inflamação no tendão do pulso de tanto segurar a sombrinha. Se alguém conhece uma técnica para não se molhar os joelhos durante a chuva, agradecerei imensamente. Porto Alegre prestes a virar Manhattan naqueles filmes de catástrofes climáticas, aonde a ilha sempre acaba embaixo d'água.
Alguma informação menos monótona sobre a minha vida? Ah, sim!Finalmente comprei uma pasta de plástico para colocar as folhas de cada disciplina e, assim, obter a mínima organização necessária para um estudante. Aliás, R$ 6,50 por uma bigorna destas. Porque tinha apenas 10 plásticos, aquelas cheias de esquemas, com divisórias, não sairiam por menos de R$20.Choquei-me.
É...pensando bem mesmo devo ter algo mais interessante a contar...reduzir a vida a uma pasta de plástico ficou depressivo demais.
Ok, quem sabe cinema? Vamos lá...Filmes assistidos depois da chegada em solo gaúcho então: "Paris", vale a pena pelas imagens de um filme feito para, pela, sobre, em função da cidade mais maravilhosa e sem leis do meu mundo - do mundo nteiro seria muita pretensão da minha parte. "Brüno", muito jackass pro meu gosto, mas nada que impedisse umas boas risadas. "A Garota de Mônaco", tipicamente francês, é preciso ter fôlego e não gostar de final evidentes, além disso, pude rever os lugares mais chiques no quais já estive até hoje, incluindo o impagável - literalmente - tapete azul do corredor do Hotel de Paris. "Frost/Nixon", indicação dos profes famequianos, pra quem faz jornalismo é uma aula, mais legal que o filme, só o bônus do DVD com a entrevista verdadeira. "Na natureza Selvagem", provocou lágrimas nestes olhos chorões que aqui escolhem as palavras, uma miscelânia de sentimentos que dura 2h30, deixando a gente com vontade de largar tudo e todos e, finalmente, mostrando que a felicidade existe para ser compartilhada. O que acabou comigo? "Alone"...."Lonely". Caiu como uma luva, mexeu com o último disco da minha espinha dorsal. É, parece que nem o filme indicado sem muita explicação pelo carinha daquela locadora xinela perto da sua casa é por acaso.